Canções e Emoções

sábado, 5 de julho de 2014

Eu Ousaria !





Quem dera ser a rosa, teu nome em prosa
dos jardins da aurora.
Quem dera ser o vento alma flutuante
conduzir te ao meu sofrer neste instante.
Quem dera tirar as eras de toda Terra
eras que se perderam no tempo
que deixaram de curar meu sofrimento.
Quem dera ver o mar o seu livre navegar
e nas ondas produzidas te imaginar.
Quem dera poder realizar e não sonhar
querer que teus olhos pudessem contemplar
toda lágrima perdida, derramada
por querer te amar.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Teu Sorriso Minha Indolência



Dos encantos um sorriso
de um sorriso um pensar
de uma formosura no céu
os anjos fizeram formar.

Certamente adivinhar não sei
sei que vi e contemplo
teu sorriso intenso
a piruetar meu pensamento.

E desse longo tempo divagando
agora percebo os encantos
faz do indolente e teimoso
cada dia mais ansioso.

domingo, 29 de junho de 2014

O Petiz Iluminado (parte final)





Estou diante de um mistério, seria estratégico, uma insídia ? Não posso saber, meus instintos estão desejosos pela batalha, pulsa a vontade incessante de resgatar o Petiz e sair deste lugar dos infernos. Que assim seja!
Lanço me no circulo dos seres em um ataque feroz foram surpreendidos e indefesos são golpeados com fúria pela espada empunhada. Entulhados foram seus corpos tanto quanto dilacerados observo e cansado dou um breve suspiro. Existe um santuário onde inerte posso ver o Petiz deitado em um altar, corro em sua direção e percebo que ainda vive, mas para minha surpresa olho para traz e vejo os seres gigantes intactos e junto o General Askeriu com seus olhar maligno e profano. Não tenho saída e com o sorriso sarcástico o general se aproxima e diz:
Pensaste que seria fácil Errante ? Você esta diante da congregação dos Sacerdotes de Nomed, os Guardiões da Montanha Hathami, Santuário do Deus Caído Cão.
Em sua essência surge o destino do Fantasma Errante, este é seu momento, seus ânimos estão renovados pois pressente que seu destino encontrou seu desafio:
Então que venha o rugidor dos infernos junto com seus desgraçados, não lhe temo oh potestade do Cão! 
Seras extirpado deste mundo, tua alma pertencera ao Caído, diz Askeriu. 
Minha alma minha, essência é Divina ninguém pode tocar, não vou lhe pertencer!
E sob as ordens de Askeriu os seres se lançam na direção do Errante, ele só tem o tempo de colocar o prodígio no canto e indefeso foi atingido pelas garras mortais num ataque covarde, os seres lhe querem devorar sugar dele sua alma. E por um momento ele vacila e sente as mordidas em seu pescoço. Ele luta e num mover quase terminal consegue sair, mas esta fraco cambaleante previsível
sua mente vaga em delírios são os efeitos malditos dos ferimentos, os seres se aproximam e preparam o golpe derradeiro, ele esta acuado e agora prostrado sem forças. Askeriu lhe diz:
- Guerreiro Errante esta consumado tua alma perdeste !
No ultimo instante na agonia da derrota o Errante ergue suas mãos olha para o alto e clama : 
Sou eu o possuidor da Centelha Divina, a Divindade do Céu me protege. Senhor em nenhum momento blasfemei teu nome, os meus caminhos e meus dias são vigiados por Ti, não serei subjugado pelo mal pois o teu Santo nome não foi dito em vão, livra me dos meus inimigos infernais dissipa Senhor todos desta existência.
Do seu peito então surge a luz divina que incendeia todos os seus perseguidores e não sobra nada. O general rompe as trevas assustado com tudo o que presenciou e desaparece com seus poucos soldados.
Exausto o Errante olha a sua volta e percebe que tudo acabou, mas suas forças estão minadas pelo combate e teme que esteja com seu destino selado para sempre. O Petiz Iluminado vai em sua direção lhe coloca a mão no peito e diz clamando:
- Lhe devolvo agora a Centelha Divina, pois tu és o guardião da vida.
- Alaha Pâssan Mi....

O Petiz Iluminado (parte2)





Um dia todo pela estrada do silencio caminho pavoroso e inóspito, percebo olhares a vigiar meus passos estão famintos mas falta a valentia e iniciativa para atacarem me. Ao final deste dia chego a grande montanha tão desfiadora e íngreme. Tento não esmorecer a muito o que percorrer este é meu destino. Escalo com cuidado sendo cauteloso a cada passo pois qualquer deslize pode ser fatal, consigo ver uma entrada e ao entrar a sensação de maldade é marcante uma caverna fria e intimidante, mas é preciso seguir pois este é o mais seguro.
Seguindo pela caverna percebo algo estranho a sombra de uma criatura surge e seus olhos parecem duas esferas de fogo, tenho o tempo de empunhar minha espada e investir contra a fera que furiosa se lance sobre mim num ataque suicida eu contra ataco desferindo golpes e mais golpes, fera usa suas garras e me acerta de raspão e num momento de fraqueza da besta pulo por sobre seu dorso e desfecho golpes certeiros em seu pescoço, até que vencida a besta desfalece.
Mesmo ferido preciso continuar, e algum tempo depois vejo um portão sob a vigia de um guarda, minha aproximação é silenciosa e rápida domino e corto lhe o pescoço e arrasto seu corpo para as sombras.
Silencio macabro é a sensação um lugar de aspecto torturante onde exibe um grande patio em forma de losango com suas 4 torres onde em uma delas esta iluminada. Fácil demais eu penso! Parece que eles estão querendo atrair alguém. Sigo em direção a torre iluminada existe uma porta onde sem surpresas entro e vou subindo as escadas, cada passo meu é pensado cuidadosamente e sinto que algo esta para acontecer, e na velocidade de um raio ouço o cortar do ar um sumido assustador, ele investe contra mim na penumbra e golpeia sem sessar, me jogo para não ser atingido e rolo as escadas ele vem bufando e querendo dilacerar minha carne, contra ataco e ali duelamos incansavelmente, e num movimento forte e rápido lhe acerto no ventre partindo lhe suas vísceras ceifando a vida em definitivo.
Do alto da torre posso ver todo o castelo e ao norte existe um movimento incomum como uma cerimonia velada, por cima dos muros vou seguindo e num telhado abaixo pulo e observo, são seres
gigantes vestidos de preto segurando candeias. Em círculos permanecem num transe demoníaco, o ar cheira enxofre sinto que estou próximo da criança. Não vejo soldados isto me intriga, poderia o general Askeriu ser tão arrogante ?