Canções e Emoções

sábado, 16 de maio de 2015

Um Conto Das Terras do Deserto





Oh quão velada e sofrida és tu Princesa Egípcia!
Da sua fortaleza intransponível és refem da melancolia.
Da causa que se espalha é de tu que murmuram,
De tanto zelo teu coração tornou se escravo,
Escravo do amor vindouro calado e mudo.
Carrega dentro de si o calor da paixão não sabida
O gosto em sua boca do beijo ainda não nascido
E suas noites aveludadas ainda continuam tão cinzas,
O tremor lhe consome na penumbra,
A chama arde em seu corpo sedento e febril
E nas noites da Rainha Lua, exibes tu o teu gemido
E ao longe toda gente ainda pode lhe rogar pela paz.
Teus delírios invocam, dão forma ao seu amor póstero
Ilusórias sombras são criadas em suas paredes,
E verte de seu semblante a lágrima sofrida.
Na agonia da hora, imploras e clamas pela morte,
Mas a deusa (Bastet) da tua geração, comoveu se contigo
E dessiminou por todo o Egito o aroma perfeito,
E proferiu as palavras sagradas:
“ Todo homem que aspirar este perfume caira em sono,
Mas o escolhido não sucumbirá do sono eterno,
Será guiado pelo aroma até as portas da Fortaleza
E tomará pra si a Princesa escrava.”

Nisto toda terra do Egito foi adormecida, 
E nenhum homem adulto foi encontrado em seu labor.

O pânico causado fez o povo entrar em consagração,
O sacrifício pela felicidade da Princesa
E que o bem aventurado fosse logo encontrado
E seguisse seu destino hora profetizado.
Ao Sul surgiu o afortunado, guiado pelo vento,
Vem buscar teu prêmio, desfrutar do triunfo
A Princesa angustiada já sabe da notícia
E cada minuto torna se um martírio
Nas portas da Fortaleza está o galante
Ávido em subir pelas escadas e reclamar seu galardão.
E no encontro mágico, dois olhos se fitam
Mãos se aproximam, e finalmente bocas se unem
E num abraço perdurável toda a magia da tristeza foi desfeita
O povo adormecido foi despertado
E todo o Reino foi de Paz e Graça.

Edy (Trechos de Mim)